MINHA VIDA

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terça-feira, 20 de junho de 2017

SOBRE AS “TEMIDAS” LIÇÕES DE CASA!!!



Desde que entraram na escola, um assunto que todos os pais comentam comigo, é sobre a lição de casa. Eles mesmos já sofriam por mim, antes que eu passasse por isso.

Na educação infantil, ela começou bem discreta, mas eu já passei a entender o que eles estavam querendo dizer com todo aquele sofrimento. Rsrsrs

Na época, reclamava pelo fato da lição ser para os pais, apesar de entender a necessidade e, inclusive, a importância da lição ser para os pais. Entender, JAMAIS, quis dizer que eu achava bacana, tá? Rsrsrsrs

Então foram para o 1º ano (no ano passado) e a escola me chamou para falar sobre as tarefas de casa, os trabalhinhos e atividades fora da escola. Muito, muito, muito atenciosos, gentis e excelente pedagogos, me deixarem bem tranquila, ao oferecer que um professor fizesse com eles em um outro período, ou antes ou depois das aulas. Ufa! Nem tudo estava perdido, existia uma solução!!!!!!!!!
sobrou até para a boneca

Mas decidi enfrentar, afinal, sabia que era importante, me preocupo MUITO com a educação, com a evolução deles, com acompanhar as dificuldades de cada um, mostrar a importância da escola, capricho, responsabilidade... todas essas coisas que vêm embutidas no pacote da maternidade. Sempre fui muito presente na escola e pretendo ser até o final.




ainda conseguia individual....
Bom, consegui o ano todo, às vezes com paciência, às vezes sem, contando com a ajuda da babá, que ainda morava comigo na época, mas nesse ano a coisa mudou de história.
... aqui já tinha virado sala de aula
No ano passado, as lições não eram diárias, nem a apostila dividida por matérias, mas agora no 2º ano, tudo mudou! São lições TODOS os dias, principalmente textos longos que precisam copiar, interpretar, criar... as atividades de recorte e cole, de procurar em revistas e jornais, pesquisas na internet, entre outras coisas que quem tem filho pequeno na escola, sabe o que eu tô falando. Sempre preferi fazer as lições individualmente, senão cada um ia copiar a do outro e eu não conseguiria distinguir as dificuldades. Imaginou quanto tempo ficaria nesse ano, fazendo essas lições mais complexas, um a um???
Mais uma vez a escola me procurou, mais uma vez tentei, mas não deu certo. A babá não está mais com a gente, as lições foram aumentando e a minha paciência diminuindo. Percebi que não seria positivo, pois muitas vezes estava ficando nervosa ou acaba terminando o exercício por eles, para ir mais rápido.
quarto das meninas


Para a minha sorte, essa escola que é tipo uma mãe, se prontificou imediatamente para nos ajudar, colocou uma professora exclusivamente para fazer as tarefas com eles.
outro angulo
Os trabalhos ainda faço, mas aí é até agradável, pois são coisas esporádicas, com as maquetes que fizemos esse fim de semana!




Hoje, eles ficam 1 hora depois da aula com ela, já chegam em casa com as tarefas feitas e eu só confiro, para saber o que tiveram e como estão. Certamente isso está sendo muito mais eficiente, positivo e proveitoso para eles e para mim! 

(ps. troquei de computador por um tempinho, enquanto o meu não volta, to apanhando para formatar o texto certinho, então vai como deu, o assunto tá legal e as fotos tb. rsrsrsr)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O QUE EU PENSO, O QUE EU FAÇO E AS MÃES DE CARTILHA


Se tem uma coisa que vem junto com a maternidade, que talvez a gente nunca consiga se livrar TOTALMENTE, é a famosa famosa culpa, que nós, mães, insistimos em sentir a todo o momento, principalmente no incício.
Procuramos pelo em ovo (como dizem), para dar um jeito de ter culpa em alguma coisa. Impressionante, como nunca estamos satisfeitas.
Sabe porquê? Eu acho que tem a ver com esse título, que coloquei. Pelo menos comigo, aconteceu algumas vezes, até eu enxergar isso e agir de forma diferente em relação à outras mães, expectativas dos outros e minhas capacidades X realidade X culpa.
A primeira vez que tive essa noção, foi logo no início, no dia seguinte que tive alta do hospital e eles ficaram na UTI.
Tinha ficado 7 meses e meio de repouso na casa da minha mãe, saí de lá direto para o hospital, onde fiquei mais 21 dias para, enfim, voltar para a minha casa, para um pouco de vida após tanto tempo deitada, sem precisar me preocupar com uma barriga com 4 bebês, ou seja, relativamente livre para viver por uns dias, enquanto meus filhos estavam naUTI, de um dos melhores hospitais.
Lembro perfeitamente do dia. Saímos do hospital em um sábado de manhã, estava um dia lindo! Fomos almoçar fora, aproveitei minha liberdade, andei, subi escada, curti minha casa, fiquei feliz, voltei para minha vida, dentro do possível, naquele momento. Era uma sensação deliciosa, mesmo sabendo que os 4 estavam na UTI (bem, internados apenas para ganhar peso), o fato de estar ali depois de tanto tempo em uma cama, me deixava feliz! Eles estavam recebendo os melhores cuidados que podiam, eu também precisava cuidar de mim e foi o que eu fiz!
No primeiro dia da minha alta, um domingo, não passei a tarde com eles, dentro da UTI, olhando os bebês por um acrílico e tocando por um buraco, como as mães de cartilha achavam que eu deveria ter feito. Sabia que estava tudo ótimo com eles, passei para deixar os leites, conferir o prontuário e pronto, fui curtir o meu primeiro dia oficial fora da cama, do hospital e sem a barriga!
Fui feliz, não teria mudado nada, sei que fiz o que foi certo PARA MIM, naquele momento. Porém, foi nesse dia que comecei a perceber o tal “O que os outros acham que eu devo fazer”. É engraçado, mas em alguns momentos eu pensava: não é estranho eu não ter ficado? As mães perfeitas não ficariam? Preciso sentir culpa! E aquilo ficou martelando na minha cabeça. Será que o certo não era eu estar lá? Bingo! Eu já estava afetada pelas perfeitas “Mães de cartilha”.
Certo?? Certo para quem? Aí, em diversas situações, me cobrava por não estar pensando neles, por não agir como elas, por não ser tão fofa e tão perfeita, por pensar em mais coisas, além da maternidade.
De repente, percebi que quando pensava neles (já com eles em casa e eu de volta ao trabalho), antes vinha a frase de cobrança: Nossa! Faz muito tempo que não penso neles.
Internamente, era como se houvesse alguém me julgando a todo momento, como se eu devesse seguir a cartilha e estivesse andando na direção errada.
Enfim, percebi que as mães perfeitas não existem, que nem essas que julgam e ditam regras são, e passei a seguir o meu instinto, a minha vontade, sem culpa, fazendo o meu melhor, com muito amor, mas da minha maneira.
Voltei a trabalhar, deixei com babá, pois não poderia abandonar meu trabalho, saí do trabalho, pois ficou inviável, ai decidi colocarna escola... ouvi, ouvi,ouvi...
Quando fiz essa escolha da escola, com 1 ano e 4 meses deles, mesmo tendo saído do trabalho, foi um prato cheio para a turma da perfeição. Como assim, eu paro do trabalhar e não quero aproveitar 24 horas para ficar com eles? NÃO!!! EU NÃO QUERO!!!  Sempre disse que o que importa é a QUALIDADE do tempo, não a QUANTIDADE.
E então, com o passar dos anos, me libertei de vez do pensamento, porque eventualmente ainda me pegava agindo da forma que ELAS ACHAVAM QUE DEVIA SER FEITO. Quando aceitei a minha forma de maternar, sem culpa que colocam em mim, nem cobranças de quem não vive minha realidade, criei a MINHA cartilha, que é só MINHA e eu não prego para ninguém seguir.
Certamente continuo sendo assunto para muitas mães da cartilha, mas com certeza, minha forma de maternar ficou bem mais leve, tranquila e, principalmente, segura. Me livrei de grande parte da culpa que as vezes acabava carregando. Deixei só o que realmente importa  e vai fazer alguma diferença, na vida deles.
Quando assumi essa postura, me surpreendi com a quantidade de mães da “outra turma”, que vinham me dizer que me admiravam, que adoravam a forma que eu conduzia meus filhos e minha vida, que gostariam muito de fazer como eu.
Sorrio, agradeço e fico aliviada por ter me libertado, caso contrário, eu poderia ser como aquela mãe, presa às regras de outras, sem nem saber porque está agindo daquela forma, admirando alguém que optou por ser feliz!

Melhor do que queimar o sutiã, é rasgar as cartilhas!!!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A INDEPENDÊNCIA DOS FILHOS E OS MIMIMIS



Hoje uma amiga minha postou um texto no facebook, de uma mãe que se dizia preguiçosa,egoísta e despreocupada.
Claro, como tudo o que tem acontecido no face, em poucos minutos um monte de mães comentou o post com críticas, compreensão ou curiosidade mesmo. Depois de ler, também entrei para a turma das mães dos comentários.
Foi então que resolvi escrever esse post, pois comecei a questionar algumas decisões de mães e palpites das palpiteiras de plantão.
Ninguém sabe a necessidade e/ou a vontade da outra. Esse filho é meu, nasceu do meu ventre e será criado na minha família, então NÃO faz sentido ele seguir o que VOCÊ acha que é bom pra ele, certo? Certo!
Tive a sorte (depende do ponto de vista de cada um. Rsrsrs) de ter engravidado de 4, assim, pouquíssimas pessoas tiveram coragem de se meter na minha forma de conduzir a maternidade. As mães de filho único bebezinho, então, me viam como algum tipo de Deus. Sempre diziam (ainda dizem) que me admiravam, como eu conseguia e blá blá blá. Nesse ponto, ótimo, pois essas são as que mais palpite dão, pois as mais velhas já esqueceram muita coisa da prática.
E então 36dias após a UTI, finalmente fui para a casa com 4 bebês e oficialmente me tornei uma mãe de primeira viagem. Minha primeira viagem já foi bem longa, com várias escalas e conexões, que me fizeram ficar expert em viagens, né?
Implantei a MINHA rotina, as MINHAS regras e a MINHA forma de maternar. No dia a dia, nas dificuldades, que iria descobrir o que funcionava bem e o que precisaria mudar.
Logo na primeira noite, cada um foi para o seu berço (depois de me informar no hospital, na UTI e com meu pediatra), ninguém foi ninado no colo e nada aconteceu! A única coisa que aconteceu, foi que deu certo, foi bom para todos e seguimos dessa maneira até sempre! Já imaginou, se eu tivesse que  ninar 4 filhos? Obvio que não, afinal, seria enlouquecedor. Eles não conheceram essa outra forma de dormir, então, entendiam que aquela era a hora e o único jeito que tinha.
Se não choravam? Claaaaaro que choravam, já conheceu alguma criança que não chora? Inclusive, esse é o sinal que está vivo, assim que nasce. Chorar faz parte da vida de um bebê. Choro normal, de manha, não mata ninguém. Pouco tempo de chorinho e cada um caía para o seu lado, dormindo tranquilamente.

E então, com o passar dos meses, fui avaliando o que seriam capazes, o que podia ensinar, para dar um pouco independência de acordo com a idade. Com poucos meses, por uma questão óbvia de facilitar a vida de todos e agilizar a mamada dos 4, para que eles não começassem o festival de choro, ensinei a segurar sua própria mamadeira! Foi maravilhoso, minhas costas agradeceram e a fome deles tb! Assim foi, com o passar dos anos. Aprenderam a comer sozinhos, a tomar no copinho, a usar o banheiro, a tomar banho, a s vestir... cada coisa no tempo deles e no meu, pois filhos precisam que alguém para guiar.

Até hoje sigo com essa teoria, que coloco em prática diariamente. São independentes de acordo com a idade deles (muitas vezes um pouco mais que amiguinhos da mesma idade) e não sofrem nenhum problema psicológico, por acharem que negligenciei em algum momento, pelo contrário, sempre querem fazer mais coisas sozinhos!


Hoje estão com 7 anos, deixo que façam o café sozinhos quando me pedem e, muitas vezes, ainda sou surpreendida com uma bandeja com tostex na cama.  Com certeza um carinho desse, não viria de filhos que não receberam amor ou foram negligenciados, né?
Nossos filhos precisam crescer e quanto mais souberem e estiverem preparados, menores serão as surpresas e dificuldades.
Acredite, se ele aprendeu é porque foi capaz, não porque você foi preguiçosa e passou para ele, uma “função” que era sua.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O BANCO DE LEITE – A LUTA POR MLS E A FALTA DE COORDENAÇÃO

foto Google
Estava aberta minha temporada de ordenha, porém, ainda na fase do colostro, o período de apojadura – quando o leite desce e produz suficiente para alimentar o filho – acontece 3 dias após o parto.
Mesmo assim, fui orientada a frequentar o banco de leite a cada 3 horas, pois o colostro é muito importante para o recém nascido. O mínimo que conseguisse extrair, seria dado para eles, para ajudar na imunidade e preparar o intestino, para a iniciação a amamentação.
Enfim, atendi às orientações e fiz minha – traumtática e um pouco cômica - estreia no Banco de leite.
Depois de todo o processo de higiene, álcool em gel, avental, toca e máscara, encontrei um lugar livre, peguei o material esterilizado, sentei entre duas mães e comecei, bem desconfiada, totalmente sem jeito e sem intimidade nenhuma com a ordenha e as máquinas.
Olhava para os lados, via que elas faziam com tanta facilidade, conversavam normalmente e enchiam os vidros de leite, em minutos.
Eu tensa, tentando aprender com elas e fingindo que estava absolutamente normal, como se tudo isso fizesse parte do meu dia a dia. Rsrsrs
Depois de um bom tempo com a máquina sugando meu seio, olhei para minha garrafinha (própria para armazenar o leite materno) e praticamente não vi nada. Quando olhei para a da mãe que estava ao meu lado, ela tinha extraído 160 mls e ainda continuava. Meu Deus, como assim??? Pensei em pedir uma doação de leite, tipo programa Leve Leite, do governo.
Voltando a me concentrar na minha máquina, fiquei fazendo pensamento positivo, pedindo algum milagre, até que terminei, não dava mais para continuar naquela mama. Olhei meu vidro e.... tinha conseguido 1ml!!!!!!!! Uhuuuuuuu
Valorizando MUITO aquele mísero 1ml, fui seguir o procedimento de fechar o vidro, pega luva e sei lá mais o que, quando, de repente, derrubei o vidro, com TOOOOODO aquele líquido sagrado. Fiquei arrasada, mas não tive outra opção a não ser rir, não tinha mais nada a fazer.
Bora para a outra mama, torcendo para que dobre a quantidade e que eu seja capaz de fechar, sem fazer nenhum outro estrago.
Como tudo é uma questão de ponto de vista, já estava achando aquele 1 ml bom e esperando conseguir 2mls!!!!!!!

Essas visitas ao banco se repetiam a cada 3 horas, diariamente. Sem nem perceber, em pouco tempo eu fazia parte daquelas mães, que agiam naturalmente, fazendo tudo no automático, como se fosse a coisa mais comum e simples, mas nunca consegui disputar com aquela super mãe, que enchia algumas garrafas, em cada período de ordenha.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PARTE II - SOBRE SER MÃE DE UTI MEUS 36 DIAS DE ANGÚSTIA, EMOÇÃO E MUITO APRENDIZADO





Então, fui apresentada, oficialmente, para a minha nova rotina.
Chego na UTI logo cedo, um pouco mais disposta, com menos dor, cheia de lisador, para enfrentar essa jornada que iniciava.
            Aprendi as regras para chegar até meus filhos: a porta ficava trancada, com interfone que só abria após identificação. Os pais, podiam visitar o dia inteiro, sem restrições, familiares ou amigos, apenas nos horários destinados à visita, com um limite de duas pessoas por horário. Chegando lá, precisávamos de um super cuidado com higiene, pois as crianças estão mais suscetíveis à infecções. Na entrada, um armário para cada mãe, onde deixamos nossos pertences e recebemos nossa chave. Lá dentro, avental e máscara (máscara, para quem estava com bebê que necessitava de mais precações), que eram trocados todos os dias. As mãos e braços também precisavam de cuidado extra: lavávamos duas vezes e desinfetar com álcool em gel. Só então, poderíamos seguir para o leito.
            Logo na entrada, um novo procedimento com álcool em gel, que deveríamos passar ainda várias vezes ao dia, afinal, todo cuidado é pouco. As enfermeiras prontamente nos ensinam a abrir as incubadoras com o cotovelo, para não infectar a mão com nada.
            Enfim, cheguei até eles. Como disse no texto anterior, fui direto ao prontuário. Assim como recém-nascido que nasce a termo, os meus também tinham perdido alguns gramas, mas no caso dele, me preocupava, já que eram bem magrinhos. Fiquei tranquila, quando a médica me passou todos os diagnósticos e boletim das condições deles, exceto quando cheguei até a Laura (a terceira a nascer, com o segundo melhor peso – 1340kg). A válvula do coração não havia fechado ainda, por isso ela não poderia receber leite. Quando perguntava qual era o problema dela, uma resposta que sempre me deixou MUITO irritada: Mãe (porque nos chamam de mãe??????), ela só é mais cansadinha.
            Sério, que com tantos anos de estudo e especialização, responsável por uma UTI neo, essa era a melhor resposta que ela poderia me dar? Cansadinha do que, porque??
            Sim, essa era a melhor resposta, mas não aceitamos isso. A médica tinha tudo sob controle e não queria me preocupar, então, adotou o cansadinha. Neste caso, cansadinha fiquei eu, de ouvir coisas desse tipo, mas sei que ela estava certa.

(NAS FOTOS, A IDENTIFICAÇÃO DE CADA UM, SOBRE A INCUBADORAS, QUE ALÉM DOS NÚMEROS, ERAM DIFERENCIADOS POR RN 1, 2, 3, 4, POR ORDEM DE NASCIMENTO)

A manhã toda fiquei por lá, meio sem saber o que fazer, como lidar com aquilo, se poderia tocá-los, perguntando tudo para as enfermeiras, que ainda eram estranhas para mim, mas que já tinham muito mais contato com os meus filhos. Era um sentimento bem estranho, como se eles não fossem meus. Não tinha nenhuma intimidade, nem criado algum vínculo tão intenso, como as outras mães relatam que desperta, na hora do parto. 
Me questionava sobre esse tal botão que aciona nas mães, mas para o meu alívio, depois de um tempo descobri que a maioria diz a mesma coisa que eu, que não sentiu esse amor maior do mundo, assim que ouviu o primeiro choro. UFA!!! Esse amor cresce dia a dia, a ponto de não caber no nosso peito, mas naquela hora, vivi APENAS uma grande emoção!
   

  Mais um sentimento diferente do que imaginava que teria: não fiquei o dia inteiro lá, ninguém precisou me orientar a sair para dar uma volta, respirar ou me distrair um pouco. Simplesmente olhei, olhei, fiquei por algumas horas e voltei para o quarto. Estava tranquila quanto a condição deles, apenas preocupada com esse “tal cansaço” da Laura, mas não tinha nada que eu pudesse fazer. Não podia pegá-los, apenas tocá-los pelo buraquinho. 
            Voltei para o quarto com o coração calmo, sem culpa por não ficar lá o dia inteiro, como percebi que algumas mães faziam, simplesmente segui meu coração. Um dia de cada vez, o instinto já estava me mostrando que eu precisaria seguir meu coração e andar com as minhas pernas, pois dificilmente encontraria pessoas para me orientar em como lidar com quadrigêmeos. A jornada seria longa, precisava estar forte, calma, sem culpa e com muita fé.  Foi isso que eu fiz!
            Tempo pra mim! Aprendi isso logo no primeiro dia, ainda bem. Eu também iria precisar de tempo para mim.
            Mães, aprendam isso, não se culpem, vocês existiam antes da maternidade e precisam existir para ter saúde, disposição, bom humor para cuidar dos seus filhotes. O tempo para a mãe é precioso, não é errado, negligência, falta de amor: é se preparar para dar muito mais de si para eles.
            Mães felizes, criam filhos felizes!!!